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Inundações na Espanha adiam partida entre Valencia e Real Madrid

Inundações na Espanha adiam partida entre Valencia e Real Madrid
Gisele Henriques 24 setembro 2025 6 Comentários

Tragédia que parou a rotina da região

Quando a chuva começou a cair na manhã de segunda-feira, ninguém imaginava que o que viria seria uma catástrofe sem precedentes. As chuvas torrenciais transformaram ruas, avenidas e até mesmo áreas residenciais em rios caóticos. Em menos de 24 horas, o volume d'água inundou bairros inteiros, derrubou pontes e deixou milhares de famílias sem teto.

Os números oficiais ainda estão sendo confirmados, mas as autoridades estimam que mais de 200 pessoas perderam a vida, com centenas ainda desaparecidas. O governo declarou três dias de luto nacional e mobilizou equipes de resgate de todo o país. Hospitais foram rapidamente transformados em abrigos de emergência, e a Cruz Vermelha recebeu uma enxurrada de pedidos de ajuda.

Em meio ao caos, o esporte parece ter sido colocado em segundo plano, mas a realidade é que o futebol tem um papel social importante, principalmente em comunidades que buscam esperança em tempos difíceis. Foi exatamente por isso que a Federação Espanhola de Futebol (RFEF) tomou a decisão de adiar todos os jogos programados para o fim de semana na região afetada.

Como as inundações mudaram o calendário do futebol espanhol

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O duelo entre Valencia e Real Madrid, marcado para sábado, 2 de novembro de 2024, era aguardado como um dos grandes confrontos da temporada. Além de ser o primeiro teste para o recém‑contratado treinador do Valencia, Carlos Corberán, o jogo também representava uma oportunidade para o Real Madrid encurtar a distância para o Barcelona na ponta da tabela.

Com a suspensão oficial anunciada na quinta‑feira, outros confrontos também foram cancelados: o Villarreal contra o Rayo Vallecano, o Levante da segunda divisão contra o Málaga e duas partidas da Liga F, incluindo o confronto do Real Madrid feminino com o Levante. Cada partida adiada significa não só a perda de ingressos e transmissão, mas também a interrupção de rotinas de treinamento e preparação dos atletas.

O Real Madrid, aproveitando a pausa inesperada, divulgou que doará € 1 milhão para apoiar as ações de socorro. Outros clubes da La Liga se juntaram ao esforço, prometendo levantar fundos para a Cruz Vermelha. A RFEF ainda garantiu que, quando as partidas forem retomadas, haverá um minuto de silêncio antes dos apitos iniciais, em homenagem às vítimas.

Do ponto de vista esportivo, o adiamento traz consequências diferentes para os dois times. O Madrid ganha um dia extra para se concentrar na partida da Champions League contra o Milan, que será disputada na terça‑feira seguinte. Já o Valencia tem agora uma janela para reorganizar os treinos e, possivelmente, participar da Copa del Rey contra o Parla Escuela na quarta‑feira.

O calendário foi redesenhado e o confronto adiato foi remarcado para 2 de janeiro de 2025, dando início ao novo ano da La Liga. Caso o clima se mantenha estável, essa data pode se tornar um marco simbólico: o primeiro grande jogo da temporada pós‑desastre, repleto de mensagens de esperança e superação.

Enquanto isso, o clima nas tabelas ainda é tenso. O Real Madrid ocupa a segunda posição, a seis pontos do Barcelona, e busca retomar o ritmo de vitórias. O Valencia, por sua vez, está mergulhado na zona de rebaixamento – o primeiro risco desse tipo em mais de trinta anos. A estreia de Corberán, que assumiu o comando após a saída de Rubén Baraja, agora será ainda mais decisiva, pois os torcedores anseiam por uma virada que vá além do campo.

O cenário social também não pode ser ignorado. Muitos torcedores do Valencia perderam familiares ou casas, e ainda enfrentam a realidade de reconstruir suas vidas. Para eles, o retorno ao estádio será um passo simbólico de normalidade, mas também um lembrete constante da dor que ainda está presente.

Em resumo, o que começou como uma partida esportiva se transformou em um reflexo da fragilidade humana diante da natureza. As equipes, as autoridades e os fãs agora caminham juntos em direção à recuperação, usando o futebol como ferramenta de união e apoio.

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Comentários (6)

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    Evandro Argenton setembro 24, 2025 AT 19:59
    Puts, que merda de clima. Eu tava torcendo pra ver o Madrid jogar, mas agora só quero que as pessoas sejam salvas. Dinheiro é pouco, mas pelo menos eles fizeram algo. O que o governo tá fazendo mesmo?
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    Joseph Fraschetti setembro 25, 2025 AT 22:36
    Isso aqui me lembra quando tive que sair da minha cidade por causa da enchente em 2020. Ninguém pensa que o futebol é mais que jogo, né? É o que mantém a gente vivo quando tudo desaba. Se o time volta, a gente volta. É isso que importa.
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    isaela matos setembro 26, 2025 AT 03:14
    Ah, claro, o Real Madrid doa um milhão e todo mundo vira santo. E o Valencia? O que eles fizeram? Nada. Só ficaram sentados esperando o mundo cair e agora querem ser heróis por jogar em janeiro. Cadê a solidariedade de verdade? Isso é só marketing.
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    Carla Kaluca setembro 26, 2025 AT 22:23
    O real madrid doa 1 mi? qe mico kkkkkk isso é nada perto do que eles ganham por jogo. e o valencia ta na zona de rebaixamento e ainda tem que esperar ate janeiro? cadê o apoio pro time q ta na merda mesmo?
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    TATIANE FOLCHINI setembro 26, 2025 AT 22:31
    Eu só queria saber se os jogadores que perderam casa vão receber algum tipo de ajuda... ou se vão continuar sendo usados como peças de um espetáculo. O futebol é lindo, mas quando a dor é real, parece que ninguém enxerga.
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    Luana Karen setembro 26, 2025 AT 22:44
    A gente esquece que por trás de cada camisa tem uma pessoa. Um pai que perdeu o filho, uma mãe que perdeu a casa, um garoto que nunca mais vai ver o estádio do jeito que era. O futebol não é só gol, é alma. E quando a alma dói, o jogo tem que esperar. Não é fraqueza. É humanidade. E esse minuto de silêncio? Vai valer mais que qualquer título. Porque isso aqui não é sobre tabela. É sobre sobreviver juntos.

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